quinta-feira, 6 de agosto de 2009

05/08/2009 - 17h29 - Com ajuda do dólar fraco, Bovespa sobe e bate 50% de ganho no ano

YGOR SALLESda Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) se aproveitou duplamente da queda da cotação do dólar ante as moedas mais fortes --inclusive o real-- e fechou o dia com sua quinta alta consecutiva. Com isso, ainda bateu a marca de 50% de valorização no acumulado do ano.


O Ibovespa (Índice Bovespa, principal indicador da Bolsa paulista) fechou com alta de 0,62%, aos 56.384 pontos --o mais alto desde o final de agosto do ano passado. No acumulado do ano, o ganho atingiu 50,16%. O giro financeiro foi de R$ 4,889 bilhões.

O desempenho positivo, inclusive, fez com que a Bovespa se descolasse do mercado americano, que encerrou negócios em baixa. O índice Dow Jones recuou 0,42%, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 0,9%.


A Bolsa paulista seguia o mau humor do mercado americano até que se consolidasse a queda da cotação do dólar ante as principais moedas. No Brasil não foi diferente: a moeda americana teve a quinta queda seguida. Fechou o dia cotada a R$ 1,81, com recuo de 0,71%, o menor nível desde 22 de setembro do ano passado.


Com isso, os investidores partiram para a aquisição de ativos para se proteger dessa desvalorização --o que inclui ações nos mercados emergentes, como o Brasil.


"A Bovespa, assim como outros mercados, foi usada como proteção. O dólar indica um caminho descendente, principalmente após o governo americano ter sinalizado que não vai mexer na taxa de juros tão cedo", disse Miguel Daoud, analista da Global Financial Advisor. "Nesta situação, os investidores procuram ativos mais físicos."


A busca pelos ativos também fez com que as commodities em geral também subissem hoje --o CRB, índice que congrega preços de matérias-primas, fechou hoje com alta de 0,52%. E isso também deu outro empurrão na Bovespa, já que as empresas mais negociadas na Bolsa paulista são produtoras de commodities.

Entre essas empresas, o destaque ficou para as ações ordinárias da CSN, com ganho de 1,74%. Os papéis da Petrobras e da Vale, as mais negociadas da Bovespa, também subiram. As preferenciais da petrolífera encerraram o dia com alta de 0,62%, enquanto as preferenciais classe A da mineradora subiram 0,21%.


O setor bancário também ajudou no sinal positivo da Bolsa paulista. A maior alta foi das ordinárias do Banco do Brasil (3,33%), enquanto as preferenciais do Itaú-Unibanco ganharam 2,01%.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Com resultados corporativos e alta das commodities, bolsas da ásia abrem em alta

Por : Equipe InfoMoney05/08/09 - 21h54InfoMoney


SÃO PAULO - Refletindo resultados corporativos da região e o avanço das commodities nos mercados internacionais, as bolsas asiáticas iniciaram as operações do pregão de quinta-feira (6) no campo positivo.

O índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, opera com alta de 0,80% após os primeiros minutos de negociação. Destaque para as ações da Nippon Telegraph & Telephone Corp, que já sobem 2,51% depois da companhia, que é a maior operadora de telefones do país, reportar um avanço no seu resultado trimestral.

Paralelamente, a bolsa de Sidney apresenta avanço de 0,41% depois dos primeiros negócios serem concluídos.

Para obter CNH, motoristas passarão por novos testes psicológicos

Por : Equipe InfoMoney03/08/09 - 10h18InfoMoney


SÃO PAULO - Na última sexta-feira (31), o Conselho Federal de Psicologia publicou no Diário Oficial da União as novas normas para avaliação psicológica que os motoristas devem passar para obter a CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

De acordo com a Resolução 07/09, os candidatos devem apresentar habilidades mínimas como atenção, detecção, discriminação e identificação de diversos tipos de informação. Além disso, os exames detectarão se os candidatos conseguem processar a informação recebida e com ela conseguir resolver problemas, relacionar ideias e compreender implicações.

As novas regras já passam a vigorar e os Conselhos Regionais de Psicologia serão os responsáveis pelo cumprimento da Resolução.

Entrevistas

Além dos testes, o candidado à CNH também passará por entrevista, por meio da qual serão analisados traços de sua personalidade, em especial aqueles relacionados a controle emocional, ansiedade, impulsividade e agressividade.

Capacidade de registrar, reter e evocar estímulos também serão analisados pelos novos exames psicológicos. Outros tipos de capacidades também serão analisadas, como julgamento ou juízo crítico, além de reações detectadas por meio de situações hipotéticas.

Para a entrevista, ainda serão considerados históricos escolar, profissional e familiar, além de indicadores de saúde e aspectos de conduta social.

O candidato também será questionado a respeito de infrações, cidadania e trânsito. Ele também poderá dar sugestões para redução de acidentes de trânsito.

Empregos e a quebra de paradigmas

HÉLIO TERRA*

A grande crise que se abate sobre as principais nações do mundo, especialmente a norte-americana, tradicional carro-chefe do desenvolvimento global, mostra diversas faces, a maioria carrancudas, pois são travestidas de alto endividamento, perda de ativos produtivos, falta de confiança no futuro e, a pior delas, desemprego.

Em que pese toda a esperança depositada pela nação americana em seu novo presidente, negro, jovem e de idéias libertárias, nada menos que 2 trilhões de dólares estão sendo migrados dos cofres públicos para salvar a economia em recessão. Boa parte dessa montanha de recursos está sendo consumida pela salvação de empresas e, portanto, de empregos. Vale lembrar que a General Motors, a maior fabricante de automóveis do mundo, recebeu do governo Obama um aporte de 50 bilhões de dólares e, diante de tantas dificuldades, entrou com pedido de concordata em 1º de junho. Passados 40 dias, porém, o presidente da GM, Fritz Henderson, anunciou oficialmente que a empresa saiu da concordata e que a nova empresa, agora chamada Motors Liquidation Co., deverá devolver aos cofres oficiais os US$ 50 bilhões antes do prazo de vencimento da dívida, marcado para 2015.

Convém lembrar no entanto que, para se safar das grandes dificuldades, a GM teve de fechar 14 fábricas (três temporariamente), três depósitos de materiais e demitir cerca de 20 mil funcionários nos Estados Unidos. Henderson anunciou, também, a dispensa de 450 executivos do grupo, ou 35% dos cargos de gerência.

Outro setor a receber atenção do governo Obama é o imobiliário. Cerca de 200 milhões de dólares foram repassados este ano às entidades hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae, dois ícones americanos que sustentam mais de 40% dos créditos habitacionais nos Estados Unidos. Com essa ajuda, o governo Obama tem em vista readmitir no mercado cerca de 7 milhões de pessoas, da população mais pobre do país, ameaçada de perder suas casas e ficar com uma dívida impagável frente à escassez de vagas de trabalho.

Há um sem-número de ações em curso nos Estados Unidos e no restante do mundo capitalista para salvar pessoas e empresas da bancarrota. Mas a ação americana é emblemática porque, ao ajudar empresas, os Estados Unidos quebram um dos paradigmas de sua grandeza: a livre iniciativa. O mercado, que se considerava auto-regulável, deu provas de que é altamente vulnerável à ganância e, por isso, foram abertos fossos bilionários nas companhias. O primeiro setor a dar sinais de quebra foi o imobiliário. Não são poucas as notícias de negócios escusos e milionários com hipotecas. Outro setor, o de veículos, também passou a padecer de juro baixo e financiamentos impagáveis.

Para o país não ir à bancarrota, a administração pública passou a ser também administradora privada. A GM, para receber os 50 bilhões de dólares do governo, teve de aceitar uma banca examinadora de burocratas federais que passaram a cuidar do dinheiro emprestado à empresa pelos contribuintes. Imaginem a mudança que isso representa em termos de gestão de empresas, na medida em que profissionais de mercado têm de dar a mão à palmatória do Estado.Por força da crise, passou a existir nos Estados Unidos e nas maiores economias a fusão entre público e privado, algo inimaginável até meados de 2008.

A quebra de paradigmas, entretanto, parece avançar também em áreas menos sujeitas à crise, como o mercado de informação. O direito autoral, por exemplo, está sendo seriamente abalado pela internet, ambiente em que a cada dia se transgride mais. Livros, músicas, ensaios, tudo aparece primeiro na internet, e de graça. Editoras e gravadoras têm perdido somas consideráveis por causa de “piratarias”.

Se a presença do Estado na administração de empresas é, por acordo tácito, uma ação passageira, o “grátis” da internet nos parece que veio para ficar. Assim, a ordem é reorganizarem-se as companhias para uma nova era de paradigmas difusos e empregos estratégicos.

* Hélio Rangel Terra, formado em Ciências Contábeis com pós-graduação em Harvard, é presidente da Ricardo Xavier Recursos Humanos. E-mail: helioterra@ricardoxavier.com.br.

Trocar gasolina por álcool não compensa em seis estados

Roberta de Matos Vilas Boas
03/08/09 - 12h07InfoMoney

SÃO PAULO - Dados divulgados pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram que, em julho, em seis estados não compensava para o motorista trocar a gasolina pelo álcool na hora de abastecer o carro.No sétimo mês de 2009, todos os brasileiros do Sul, Sudeste e Centro-Oeste poderiam trocar a gasolina pelo álcool sem ter prejuízos. Já em alguns estados das regiões Norte e Nordeste, isto não era possível, devido ao preço e rendimento de cada combustível.DetalhamentoPara a troca compensar, é necessário que o preço do álcool seja de até 70% em relação ao da gasolina. Veja, na tabela abaixo, a proporção das localidades onde a substituição é sinônimo de prejuízo:
Levantamento de preços*
Estado Álcool Gasolina Proporção
Acre (Norte) R$ 2,08 R$ 2,93 71%
Amapá (Norte) R$ 1,94 R$ 2,65 73%
Amazonas (Norte) R$ 1,76 R$ 2,48 71%
Pará (Norte) R$ 1,99 R$ 2,73 73%
Piauí (Nordeste) R$ 1,76 R$ 2,49 71%
Roraima (Norte) R$ 2,16 R$ 2,69 80%
Fonte: ANP
* Por litro

Atenção

Vale lembrar que os preços calculados pela ANP tratam-se de uma média, portanto, pode haver alteração de valores conforme o posto.Desta maneira, o ideal para economizar é que os proprietários de veículos bicombustíveis façam as contas antes de abastecer, dividindo o preço do litro do álcool pelo da gasolina, sendo que o resultado deve ser igual ou inferior a 0,7.