Francisco Camargo Publicado em 24/07/2009 camargo@gazetadopovo.com.br
Como a frota de Curitiba vai duplicar em dez anos, os congestionamentos permanecem em pauta. Aproveitando um deles, na Avenida Cândido de Abreu, sentido Vila Piroquinha-Centro, Natureza Morta, a bordo de sua potente Brasília 87, ficou dando tratos à bola. Se a fila não anda, a mente pode dar um passeio salutar.
Primeiro, lembrou do mais monumental e brilhante congestionamento do mundo. O congestionamento provocado por Federico Fellini em Roma, filme de 1972. Depois de Amarcord e Fellini 8 e Meio, ele tratou de reinventar suas memórias. E montou nos estúdios da Cinecittá “o” congestionamento. Filmou as pessoas presas, lembrando, como disse um crítico, animais enjaulados, sob apreciação.
A partir disso, Federico mergulha nas coisas que marcaram sua vida. Aos 18 anos ele tinha saído da pequena cidade litorânea de Rimini e ido para Roma. Eram tempos do fascismo, o que permite outra leitura da sequência inicial, no caso as pessoas imobilizadas por Mussolini.
Sobre Federico, Natureza lembrou ainda que muitos escreviam (ou diziam) Frederico. Aliás, saiu até no The New York Times: “O consagrador diretor Frederico (sic) Fellini”...
Mas uma cena, agora na calçada próxima, roubou a atenção de Natureza: dois técnicos utilizavam um pequeno aparelho montado sobre um tripé. Dúvida: como é mesmo o nome desse treco? Fração de segundos depois, puxando pela memória, já que seus alfarrábios ficaram na mansão da Vila Piroquinha, matou a charada auto-imposta:
– Teodolito!
Certíssimo. E há uma variedade de teodolitos, para levantamento topográfico e trabalhos de Astronomia. No primeiro caso, imaginou: o pessoal está preparando, quem sabe, a ampliação da avenida... Até lá, porém, haja paciência para tantos enroscos. Ou genialidade felliniana para “decodificá-los”...
Passo à frente, mentalmente, é claro, já que fisicamente era impossível mover o carro, Natureza decolou novamente. Ainda existe barbatana para colocar na gola de camisa social? Não veio resposta, mas, quem sabe pela imagem de um pescoço ornado pela gola de camisa domingueira, recordou dos tempos da censura (oficial) no Brasil.
Roma foi lançado com a marca da tesoura. O beleguim ou preposto de plantão decidiu cortar – não o congestionamento – mas o desfile de moda. É, moda, moda eclesiástica. Como assinalou outro crítico, foram mais realistas do que o general, ou, no caso, o Papa.
Anos depois, devolveram ao filme a parte mutilada, um dos grandes momentos, com refinado brilho na sátira.
Fellini nasceu em 1920, morreu em 1993. Chegou a exercer o jornalismo (o coitado tinha diploma? – perguntaria Beronha), na revista humorística Marc Aurelio. Era também grande desenhista e caricaturista. Aliás, fazia esboços de seus personagens, retratos que ganhariam vida, figuras bufas, patéticas, trágicas, a própria essência do ser humano e em suas múltiplas facetas.
Ao contar sua experiência, veio a sugestão do Beronha:
– A prefeitura deve instalar urgente drive in nas áreas de congestionamento.
domingo, 26 de julho de 2009
Um pedacinho especial do paraíso
Além das belíssimas praias, Itacaré ainda conta com o resort Txai, considerado um dos melhores hotéis de luxo do Brasil
Publicado em 23/07/2009 Luciane Horcel
Itacaré é um desses lugares aos quais o turista vai e quer ficar. Esquecer da vida. A 60 quilômetros de Ilhéus, a cidade é conhecida por ser uma verdadeira sucessão de lindas praias, coqueirais e morros é, sem dúvida, uma grata surpresa.
São 13 praias na região, cada qual com características bem particulares. As próximas à cidade, como as praias da Concha e do Coroinha, possuem boa infra-estrutura turística, com restaurantes e pousadas. Já as mais distantes são quase desertas, sendo acessíveis apenas por trilhas. Essas belezas praticamente intocadas são as “meninas dos olhos” do Txai – o mais famoso resort da região.
Com 40 acomodações, 30 bangalôs e 10 apartamentos, o Txai consegue surpreender o mais experiente viajante. Quem resiste à área verde exuberante do local ou não se impressiona com o requinte da estrutura, mesmo diante das belíssimas três piscinas ou dos impressionantes restaurantes, acaba se rendendo diante dos refinados bangalôs, da decoração de bom gosto e dos detalhes bem cuidados em todos os cantos.
Com referências asiáticas na decoração, o Txai tem como conceito principal fazer com que o hóspede tenha uma experiência de relaxamento e desconexão. “Queremos que eles se desliguem e descansem”, afirma a gerente Regina Bove. Nessa busca do pleno contato com a natureza, os bangalôs misturam a estrutura rústica com uma decoração elegante. Ainda dentro da proposta, não há televisão no quarto. “Temos uma sala de televisão, mas a ideia é que no quarto haja essa conexão consigo mesmo e com a natureza, sem interferências”, explica Regina.
Na hora de escolher a acomodação, é difícil dizer qual é o melhor. O mais fácil é saber qual é sua intenção durante a estada, assim dá para optar pelos apartamentos ou bangalôs que ficam perto do mar, perto da piscina, no alto do morro, e assim por diante.
Lazer
Entre os muitos passeios que o hotel oferece está o Hikking Engenhoca (R$ 80 por pessoa), uma boa opção para quem quer fazer um verdadeiro tour pelas praias mais desertas de Itacaré. A trilha, que tem duração média de três horas, começa na praia de Itacarezinho, a maior da região. O caminho passa pelas praias de Havaí e de Havaizinho e termina na da Engenhoca – lá, de frente para o mar, os guias pegam folhas dos coqueiros e montam um pequeno pequenique com frutas e petiscos para os bravos trilheiros.
Para encarar a caminhada íngreme, o ideal é ir de tênis e uma roupa confortável – sem esquecer de colocar o biquini por baixo, é claro. Como o passeio é no meio da Mata Atlântica, é preciso ficar atento a algumas árvores e plantas do caminho. Uma delas é uma plantinha chamada tiririca, que parece inofensiva, mas provoca cortes doloridos. A palmeira Tucum também é perigosa, o tronco dela é repleto de espinhos.
Mas quem não tem o espírito aventureiro para se embrenhar na mata, não precisa se preocupar. Ficar no Txai é como ter acesso a uma estada no paraíso. Entre as opções mais sossegadas, os tratamentos do Shamash – o spa do resort – são boas pedidas.
Como o spa é localizado no alto de uma montanha, o visitante pode fazer os vários tratamentos e massagens com uma paisagem mais que privilegiada. As terapias do spa são todas à parte.
Serviço:
Txai Resort (Rodovia Ilhéus Itacaré, Km 48) / www.txai.com.br. Diárias com café da manhã de R$ 900 no apartamento luxo duplo a R$ 1.600 no bangalô premium duplo.
Publicado em 23/07/2009 Luciane Horcel
Itacaré é um desses lugares aos quais o turista vai e quer ficar. Esquecer da vida. A 60 quilômetros de Ilhéus, a cidade é conhecida por ser uma verdadeira sucessão de lindas praias, coqueirais e morros é, sem dúvida, uma grata surpresa.
São 13 praias na região, cada qual com características bem particulares. As próximas à cidade, como as praias da Concha e do Coroinha, possuem boa infra-estrutura turística, com restaurantes e pousadas. Já as mais distantes são quase desertas, sendo acessíveis apenas por trilhas. Essas belezas praticamente intocadas são as “meninas dos olhos” do Txai – o mais famoso resort da região.
Com 40 acomodações, 30 bangalôs e 10 apartamentos, o Txai consegue surpreender o mais experiente viajante. Quem resiste à área verde exuberante do local ou não se impressiona com o requinte da estrutura, mesmo diante das belíssimas três piscinas ou dos impressionantes restaurantes, acaba se rendendo diante dos refinados bangalôs, da decoração de bom gosto e dos detalhes bem cuidados em todos os cantos.
Com referências asiáticas na decoração, o Txai tem como conceito principal fazer com que o hóspede tenha uma experiência de relaxamento e desconexão. “Queremos que eles se desliguem e descansem”, afirma a gerente Regina Bove. Nessa busca do pleno contato com a natureza, os bangalôs misturam a estrutura rústica com uma decoração elegante. Ainda dentro da proposta, não há televisão no quarto. “Temos uma sala de televisão, mas a ideia é que no quarto haja essa conexão consigo mesmo e com a natureza, sem interferências”, explica Regina.
Na hora de escolher a acomodação, é difícil dizer qual é o melhor. O mais fácil é saber qual é sua intenção durante a estada, assim dá para optar pelos apartamentos ou bangalôs que ficam perto do mar, perto da piscina, no alto do morro, e assim por diante.
Lazer
Entre os muitos passeios que o hotel oferece está o Hikking Engenhoca (R$ 80 por pessoa), uma boa opção para quem quer fazer um verdadeiro tour pelas praias mais desertas de Itacaré. A trilha, que tem duração média de três horas, começa na praia de Itacarezinho, a maior da região. O caminho passa pelas praias de Havaí e de Havaizinho e termina na da Engenhoca – lá, de frente para o mar, os guias pegam folhas dos coqueiros e montam um pequeno pequenique com frutas e petiscos para os bravos trilheiros.
Para encarar a caminhada íngreme, o ideal é ir de tênis e uma roupa confortável – sem esquecer de colocar o biquini por baixo, é claro. Como o passeio é no meio da Mata Atlântica, é preciso ficar atento a algumas árvores e plantas do caminho. Uma delas é uma plantinha chamada tiririca, que parece inofensiva, mas provoca cortes doloridos. A palmeira Tucum também é perigosa, o tronco dela é repleto de espinhos.
Mas quem não tem o espírito aventureiro para se embrenhar na mata, não precisa se preocupar. Ficar no Txai é como ter acesso a uma estada no paraíso. Entre as opções mais sossegadas, os tratamentos do Shamash – o spa do resort – são boas pedidas.
Como o spa é localizado no alto de uma montanha, o visitante pode fazer os vários tratamentos e massagens com uma paisagem mais que privilegiada. As terapias do spa são todas à parte.
Serviço:
Txai Resort (Rodovia Ilhéus Itacaré, Km 48) / www.txai.com.br. Diárias com café da manhã de R$ 900 no apartamento luxo duplo a R$ 1.600 no bangalô premium duplo.
E se o metrô não vier?
Sem garantias para financiar obra do modal, Curitiba deve começar a estudar alternativas para garantir transporte eficiente para o Mundial de futebo
Publicado em 26/07/2009 Themys Cabral
Sem recursos garantidos e com o governo federal dando claros sinais de que não está disposto a financiar para a Copa de 2014 projetos que não sejam modestos, o metrô de Curitiba pode ficar mais uma vez na gaveta. O modal é a maior aposta da cidade no quesito melhoria de infraestrutura e mobilidade urbana, mas corre o risco de ter de esperar uma nova oportunidade de levantar dinheiro necessário para a sua execução. Não seria, então, hora de pensar em um plano B para o Mundial? A prefeitura se nega a comentar o assunto e diz, apenas, que continua trabalhando em cima do projeto de metrô. Já os especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo dizem que a cidade precisa pensar em alternativas e ajustes ao sistema de transporte coletivo e viário da cidade.
A cinco anos da Copa de 2014, nada está realmente definido em relação aos projetos que serão viabilizados com recursos do governo federal em todo o país. O cenário, porém, começa a se desenhar. No início deste mês, em reunião com os prefeitos das cidades-sedes da Copa de 2014, o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, disparou: “A palavra é modéstia na preparação da Copa. As cidades têm de garantir conforto, segurança e acomodações necessárias aos turistas e torcedores. Mas sem elefante branco e sem exagero”.
Na abertura do Seminário 2009 da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU), há duas semanas, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, reforçou o recado de Orlando Silva e adiantou que, embora seja necessário pensar em obras que sejam estruturantes para as cidades mesmo após o Mundial, a Copa de 2014 não será desculpa para tirar do papel projetos que não estejam ligados ao evento.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, deixou claro também, em entrevista concedida à Gazeta do Povo, que o governo financiará projetos que possam realmente ser concluídos até o início de 2014. “Na hora em que formos para a reunião não vamos perguntar, vamos querer uma segurança dos técnicos. Se a avaliação técnica disser que é duvidoso, tem uma grande chance de (o projeto) cair na peneira.”
No Seminário da NTU, falando para uma platéia quase que exclusivamente composta por donos de empresas de ônibus, especialistas como o arquiteto e urbanista Jaime Lerner e o ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, entre outros, foram unânimes em defender o “Bus Rapid Transit” (BRT) – modelo com ônibus de alta capacidade, com vias segregadas e pagamento antecipado de passagem desenvolvido por Curitiba e exportado para várias cidades do mundo – como uma solução mais rápida, barata e com a mesma eficiência dos trens.
“A Copa do Mundo pode ser uma oportunidade rara, mas tem de ser aproveitada com uma visão correta. Não pode ser desperdiçada com expectativas que não vão se cumprir”, disse Lerner. De acordo com o idealizador do sistema, se bem operado, o BRT transporta a mesma quantidade de passageiros de um metrô. “Eu acho que a prioridade é operar bem o sistema que Curitiba abriu para o mundo. Não tenho dúvida que o modal de superfície bem operado tem condições de atender (a cidade) por muitos anos”, opinou. Segundo ele, para melhorar o modelo de Curitiba é necessário investir mais em sistemas semafóricos para dar preferência ao transporte coletivo e também aumentar a frequência dos ônibus, com biarticulados com intervalos a cada trinta segundos.
Para Marcos Isfer, presidente da Urbs, empresa que gerencia o transporte coletivo de Curitiba, há a possibilidade de, ao menos, um trecho do metrô ser concluído até o mundial de 2014. Caso isso não venha ocorrer, diz Isfer, ainda assim Curitiba será uma boa anfitriã para o Mundial. Contudo, ajustes no sistema terão de ser feitos. “O metrô trará mais qualidade para o nosso sistema, em relação ao conforto. Se o governo federal não trouxer esse aporte de recursos (para o metrô), mas trouxer para outras melhorias de transporte, teremos muito bem como atender. Agora, há a necessidade de se incrementar o nosso modal ônibus, com o aperfeiçoamento de estações e terminais”, disse.
Ajustes no Sistema
Para o professor do Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Eduardo Ratton, a Copa de 2014 é uma excelente oportunidade para Curitiba tirar o projeto do metrô do papel, mas tal obra, segundo ele, não é essencial para o Mundial. Mais importante, aponta o professor, é a elaboração de um plano de mobilidade, que contemple desde mu-dança de horário de funcionamento de instituições até a descentralização de ações, com aumento de infraestrutura nos bairros, evitando-se deslocamentos desnecessários. “Precisamos de um fórum per-manente de discussões, não adianta ficar dentro dos gabinetes do Ippuc fazendo desenhos”, critica.
O coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Carlos Hardt, diz que ajustes no sistema, que devem ser feitos independentemente da implantação do metrô, podem ajudar a cidade a recepcionar o Mundial. Alguns exemplos, segundo ele, são melhorias nos sistemas semafóricos, término de binários, diminuição de bloqueio de fluxos e a implantação de uma central com monitoramento de mobilidade, com câmaras e sensores nos eixos de transporte.
O decano da PUCPR em Maringá e mestre em transportes, Ricardo Bertin, diz que algumas das alternativas que poderiam ajudar na mobilidade de Curitiba são o aumento da frequência de ligeirinhos no trajeto aeroporto/cidade, melhorias na gestão de trânsito, organização dos fluxos em torno do estádio e aumento da frequência de ônibus.
Publicado em 26/07/2009 Themys Cabral
Sem recursos garantidos e com o governo federal dando claros sinais de que não está disposto a financiar para a Copa de 2014 projetos que não sejam modestos, o metrô de Curitiba pode ficar mais uma vez na gaveta. O modal é a maior aposta da cidade no quesito melhoria de infraestrutura e mobilidade urbana, mas corre o risco de ter de esperar uma nova oportunidade de levantar dinheiro necessário para a sua execução. Não seria, então, hora de pensar em um plano B para o Mundial? A prefeitura se nega a comentar o assunto e diz, apenas, que continua trabalhando em cima do projeto de metrô. Já os especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo dizem que a cidade precisa pensar em alternativas e ajustes ao sistema de transporte coletivo e viário da cidade.
A cinco anos da Copa de 2014, nada está realmente definido em relação aos projetos que serão viabilizados com recursos do governo federal em todo o país. O cenário, porém, começa a se desenhar. No início deste mês, em reunião com os prefeitos das cidades-sedes da Copa de 2014, o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, disparou: “A palavra é modéstia na preparação da Copa. As cidades têm de garantir conforto, segurança e acomodações necessárias aos turistas e torcedores. Mas sem elefante branco e sem exagero”.
Na abertura do Seminário 2009 da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU), há duas semanas, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, reforçou o recado de Orlando Silva e adiantou que, embora seja necessário pensar em obras que sejam estruturantes para as cidades mesmo após o Mundial, a Copa de 2014 não será desculpa para tirar do papel projetos que não estejam ligados ao evento.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, deixou claro também, em entrevista concedida à Gazeta do Povo, que o governo financiará projetos que possam realmente ser concluídos até o início de 2014. “Na hora em que formos para a reunião não vamos perguntar, vamos querer uma segurança dos técnicos. Se a avaliação técnica disser que é duvidoso, tem uma grande chance de (o projeto) cair na peneira.”
No Seminário da NTU, falando para uma platéia quase que exclusivamente composta por donos de empresas de ônibus, especialistas como o arquiteto e urbanista Jaime Lerner e o ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, entre outros, foram unânimes em defender o “Bus Rapid Transit” (BRT) – modelo com ônibus de alta capacidade, com vias segregadas e pagamento antecipado de passagem desenvolvido por Curitiba e exportado para várias cidades do mundo – como uma solução mais rápida, barata e com a mesma eficiência dos trens.
“A Copa do Mundo pode ser uma oportunidade rara, mas tem de ser aproveitada com uma visão correta. Não pode ser desperdiçada com expectativas que não vão se cumprir”, disse Lerner. De acordo com o idealizador do sistema, se bem operado, o BRT transporta a mesma quantidade de passageiros de um metrô. “Eu acho que a prioridade é operar bem o sistema que Curitiba abriu para o mundo. Não tenho dúvida que o modal de superfície bem operado tem condições de atender (a cidade) por muitos anos”, opinou. Segundo ele, para melhorar o modelo de Curitiba é necessário investir mais em sistemas semafóricos para dar preferência ao transporte coletivo e também aumentar a frequência dos ônibus, com biarticulados com intervalos a cada trinta segundos.
Para Marcos Isfer, presidente da Urbs, empresa que gerencia o transporte coletivo de Curitiba, há a possibilidade de, ao menos, um trecho do metrô ser concluído até o mundial de 2014. Caso isso não venha ocorrer, diz Isfer, ainda assim Curitiba será uma boa anfitriã para o Mundial. Contudo, ajustes no sistema terão de ser feitos. “O metrô trará mais qualidade para o nosso sistema, em relação ao conforto. Se o governo federal não trouxer esse aporte de recursos (para o metrô), mas trouxer para outras melhorias de transporte, teremos muito bem como atender. Agora, há a necessidade de se incrementar o nosso modal ônibus, com o aperfeiçoamento de estações e terminais”, disse.
Ajustes no Sistema
Para o professor do Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Eduardo Ratton, a Copa de 2014 é uma excelente oportunidade para Curitiba tirar o projeto do metrô do papel, mas tal obra, segundo ele, não é essencial para o Mundial. Mais importante, aponta o professor, é a elaboração de um plano de mobilidade, que contemple desde mu-dança de horário de funcionamento de instituições até a descentralização de ações, com aumento de infraestrutura nos bairros, evitando-se deslocamentos desnecessários. “Precisamos de um fórum per-manente de discussões, não adianta ficar dentro dos gabinetes do Ippuc fazendo desenhos”, critica.
O coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Carlos Hardt, diz que ajustes no sistema, que devem ser feitos independentemente da implantação do metrô, podem ajudar a cidade a recepcionar o Mundial. Alguns exemplos, segundo ele, são melhorias nos sistemas semafóricos, término de binários, diminuição de bloqueio de fluxos e a implantação de uma central com monitoramento de mobilidade, com câmaras e sensores nos eixos de transporte.
O decano da PUCPR em Maringá e mestre em transportes, Ricardo Bertin, diz que algumas das alternativas que poderiam ajudar na mobilidade de Curitiba são o aumento da frequência de ligeirinhos no trajeto aeroporto/cidade, melhorias na gestão de trânsito, organização dos fluxos em torno do estádio e aumento da frequência de ônibus.
Horas ao redor da mesa num fim de semana frio
Como a meteorologia previa mais frio e chuva para Curitiba, acho que minha má intenção começou já na sexta-feira, quando na hora do almoço me deparei com enormes morangos no Centro da capital. Três bandejas por R$ 5,00. Não resisti. Imaginei-os numa fondue de chocolate. E assim foi. A ideia era passar o fim de semana em casa, sem tirar o nariz pra fora.
divulgaçãoA receita: junte uma porção de amigos, tenha algumas garrafas de vinho em casa, se possível uma lareira (ou serve um aquecedor). Todos combinaram levar o bom-humor. Numa rápida conversa definimos o cardápio. Como estávamos todos num fim de semana carnívoro, pensei então num mignon com crosta de ervas, legumes grelhados e de sobremesa, a tal da fondue de frutas com chocolate. Tudo rápido sem dar muito trabalho pra ninguém. E assim, passamos horas ao redor da mesa jogando conversa fora.
Receita de mignon com crosta de ervas
Tempere os filés de mignon com sal e pimenta moída na hora. Grelhe em uma frigideira ao ponto desejado.
Faça uma pastinha de ervas(num pilão soque o alho, sal, primenta rosa, alecrim, tomilho, sálvia, salsinha. Coloque um pouco de manteiga e faça uma pasta). Salteie a pastinha em um pouco de azeite e coloque as ervas sobre os filés.
Grelhe os legumes (berinjelas, aspargos, cenouras, abobrinhas, couve-flor, brócolis e tomates ou outros de sua preferência). Tempere-os com sal, pimenta e manteiga.
Vá saboreando a carne e os legumes com boas taças de vinho e muita conversa animada.
E para esquentar ainda mais o clima, a fondue de chocolate com frutas.
Fondue de chocolate
- 300 g de chocolate picado- 100 g de chocolate meio amargo picado- 250 ml de creme de leite fresco- 1 dose de conhaque
Leve o chocolate e o creme de leite ao fogo, em banho-maria, mexendo sempre. Depois de obter uma mistura homogênea, adicione o conhaque. Leve ao fogareiro na mesa. Pique as frutas desejadas e parta pra mais esse pecado!Como a meteorologia previa mais frio e chuva para Curitiba, acho que minha má intenção começou já na sexta-feira, quando na hora do almoço me deparei com enormes morangos no Centro da capital. Três bandejas por R$ 5,00. Não resisti. Imaginei-os numa fondue de chocolate. E assim foi. A ideia era passar o fim de semana em casa, sem tirar o nariz pra fora.
divulgaçãoA receita: junte uma porção de amigos, tenha algumas garrafas de vinho em casa, se possível uma lareira (ou serve um aquecedor). Todos combinaram levar o bom-humor. Numa rápida conversa definimos o cardápio. Como estávamos todos num fim de semana carnívoro, pensei então num mignon com crosta de ervas, legumes grelhados e de sobremesa, a tal da fondue de frutas com chocolate. Tudo rápido sem dar muito trabalho pra ninguém. E assim, passamos horas ao redor da mesa jogando conversa fora.
Receita de mignon com crosta de ervas
Tempere os filés de mignon com sal e pimenta moída na hora. Grelhe em uma frigideira ao ponto desejado.
Faça uma pastinha de ervas(num pilão soque o alho, sal, primenta rosa, alecrim, tomilho, sálvia, salsinha. Coloque um pouco de manteiga e faça uma pasta). Salteie a pastinha em um pouco de azeite e coloque as ervas sobre os filés.
Grelhe os legumes (berinjelas, aspargos, cenouras, abobrinhas, couve-flor, brócolis e tomates ou outros de sua preferência). Tempere-os com sal, pimenta e manteiga.
Vá saboreando a carne e os legumes com boas taças de vinho e muita conversa animada.
E para esquentar ainda mais o clima, a fondue de chocolate com frutas.
Fondue de chocolate
- 300 g de chocolate picado- 100 g de chocolate meio amargo picado- 250 ml de creme de leite fresco- 1 dose de conhaque
Leve o chocolate e o creme de leite ao fogo, em banho-maria, mexendo sempre. Depois de obter uma mistura homogênea, adicione o conhaque. Leve ao fogareiro na mesa. Pique as frutas desejadas e parta pra mais esse pecado!
divulgaçãoA receita: junte uma porção de amigos, tenha algumas garrafas de vinho em casa, se possível uma lareira (ou serve um aquecedor). Todos combinaram levar o bom-humor. Numa rápida conversa definimos o cardápio. Como estávamos todos num fim de semana carnívoro, pensei então num mignon com crosta de ervas, legumes grelhados e de sobremesa, a tal da fondue de frutas com chocolate. Tudo rápido sem dar muito trabalho pra ninguém. E assim, passamos horas ao redor da mesa jogando conversa fora.
Receita de mignon com crosta de ervas
Tempere os filés de mignon com sal e pimenta moída na hora. Grelhe em uma frigideira ao ponto desejado.
Faça uma pastinha de ervas(num pilão soque o alho, sal, primenta rosa, alecrim, tomilho, sálvia, salsinha. Coloque um pouco de manteiga e faça uma pasta). Salteie a pastinha em um pouco de azeite e coloque as ervas sobre os filés.
Grelhe os legumes (berinjelas, aspargos, cenouras, abobrinhas, couve-flor, brócolis e tomates ou outros de sua preferência). Tempere-os com sal, pimenta e manteiga.
Vá saboreando a carne e os legumes com boas taças de vinho e muita conversa animada.
E para esquentar ainda mais o clima, a fondue de chocolate com frutas.
Fondue de chocolate
- 300 g de chocolate picado- 100 g de chocolate meio amargo picado- 250 ml de creme de leite fresco- 1 dose de conhaque
Leve o chocolate e o creme de leite ao fogo, em banho-maria, mexendo sempre. Depois de obter uma mistura homogênea, adicione o conhaque. Leve ao fogareiro na mesa. Pique as frutas desejadas e parta pra mais esse pecado!Como a meteorologia previa mais frio e chuva para Curitiba, acho que minha má intenção começou já na sexta-feira, quando na hora do almoço me deparei com enormes morangos no Centro da capital. Três bandejas por R$ 5,00. Não resisti. Imaginei-os numa fondue de chocolate. E assim foi. A ideia era passar o fim de semana em casa, sem tirar o nariz pra fora.
divulgaçãoA receita: junte uma porção de amigos, tenha algumas garrafas de vinho em casa, se possível uma lareira (ou serve um aquecedor). Todos combinaram levar o bom-humor. Numa rápida conversa definimos o cardápio. Como estávamos todos num fim de semana carnívoro, pensei então num mignon com crosta de ervas, legumes grelhados e de sobremesa, a tal da fondue de frutas com chocolate. Tudo rápido sem dar muito trabalho pra ninguém. E assim, passamos horas ao redor da mesa jogando conversa fora.
Receita de mignon com crosta de ervas
Tempere os filés de mignon com sal e pimenta moída na hora. Grelhe em uma frigideira ao ponto desejado.
Faça uma pastinha de ervas(num pilão soque o alho, sal, primenta rosa, alecrim, tomilho, sálvia, salsinha. Coloque um pouco de manteiga e faça uma pasta). Salteie a pastinha em um pouco de azeite e coloque as ervas sobre os filés.
Grelhe os legumes (berinjelas, aspargos, cenouras, abobrinhas, couve-flor, brócolis e tomates ou outros de sua preferência). Tempere-os com sal, pimenta e manteiga.
Vá saboreando a carne e os legumes com boas taças de vinho e muita conversa animada.
E para esquentar ainda mais o clima, a fondue de chocolate com frutas.
Fondue de chocolate
- 300 g de chocolate picado- 100 g de chocolate meio amargo picado- 250 ml de creme de leite fresco- 1 dose de conhaque
Leve o chocolate e o creme de leite ao fogo, em banho-maria, mexendo sempre. Depois de obter uma mistura homogênea, adicione o conhaque. Leve ao fogareiro na mesa. Pique as frutas desejadas e parta pra mais esse pecado!
Brasileiros estão insatisfeitos com planejamento de reuniões
ANDRÉ LOBATO Colaboração para a Folha de S.Paulo
É impossível pensar em empresa ou projeto que tenha se tornado realidade sem uma reunião. Por outro lado, muitos entram e saem desses encontros com a sensação de que pouco foi feito.
Entre esse grupo estão 38% de 305 executivos brasileiros ouvidos pela consultoria Robert Half, de recursos humanos, em fevereiro e março deste ano. Eles consideram que ao menos metade de suas reuniões são desnecessárias.
Os motivos variam. Falta de preparo de quem as organiza e participa, ausência de figuras-chave, presença de pessoas desnecessárias e falta de foco do time estão entre as principais razões.
Se no quesito insatisfação com as reuniões o Brasil está um pouco acima da média dos 20 países pesquisados (32%), quando se trata de reclamação sobre o planejamento de pauta da reunião, a diferença é patente: 69% aqui, contra 31% nos restantes dos países, em média.
Isso significa que faltam definição dos temas, envio antecipado aos participantes do material a ser discutido, liderança para coordenar a reunião e objetividade dos envolvidos para que a discussão necessária se transforme em conclusão.
Fora de pauta
"Em geral, o brasileiro coloca em discussão o que não estava na pauta, sobrepujando o que foi discutido", afirma Vicente Ferreira, professor do Coppead-UFRJ (instituto de pós-graduação em administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro).
A falta de planejamento nas reuniões pode ser um reflexo da ausência de uma estratégia nas empresas, aponta Fanny Schwarz, executiva da Symnetics, consultoria em estratégia.
Segundo Schwarz, é comum a ausência de definições sobre o papel de cada um na reunião e de sua importância para a execução da estratégia da empresa.
Isso leva a usar o tempo do encontro para falar sobre o passado e as razões pelas quais metas foram ou não atingidas. "E não sobre o futuro, o que é preciso ser feito para a execução da estratégia", completa.
Tecnologia
Marcelo Necho, vice-presidente da Zatix, empresa de rastreamento de veículos, conta que as reuniões ganharam importância conforme sua empresa crescia. "No começo, tinha tudo ao alcance das mãos. Agora passo metade da minha semana em reuniões", conta.
Mas, para fazer o tempo valer de fato, o executivo teve de tomar medidas como desativar a opção de enviar e-mails para mais de dois destinatários.
A medida, explica, deu resultados. A cultura da mensagem com cópia para dezenas de colaboradores foi substituída por reuniões bem planejadas. Nelas, os participantes são informados com antecedência sobre o que vai ser tratado e saem com objetivos concretos a serem resolvidos.
"Reuniões são imprescindíveis. Saber o tema e o que se quer decidir aumenta a proatividade", define Patrícia Epperlein, sócia-diretora da Mariaca, especializada em gestão.
"Há empresas que vivem às custas de reunião e outras que buscam aboli-la ao máximo", conta Flávio Mantovani, diretor da consultoria Robert Half.
Para ele, a presença de um líder que faça o planejamento da pauta ser cumprido é um dos fatores determinantes para a eficiência dos encontros.
É impossível pensar em empresa ou projeto que tenha se tornado realidade sem uma reunião. Por outro lado, muitos entram e saem desses encontros com a sensação de que pouco foi feito.
Entre esse grupo estão 38% de 305 executivos brasileiros ouvidos pela consultoria Robert Half, de recursos humanos, em fevereiro e março deste ano. Eles consideram que ao menos metade de suas reuniões são desnecessárias.
Os motivos variam. Falta de preparo de quem as organiza e participa, ausência de figuras-chave, presença de pessoas desnecessárias e falta de foco do time estão entre as principais razões.
Se no quesito insatisfação com as reuniões o Brasil está um pouco acima da média dos 20 países pesquisados (32%), quando se trata de reclamação sobre o planejamento de pauta da reunião, a diferença é patente: 69% aqui, contra 31% nos restantes dos países, em média.
Isso significa que faltam definição dos temas, envio antecipado aos participantes do material a ser discutido, liderança para coordenar a reunião e objetividade dos envolvidos para que a discussão necessária se transforme em conclusão.
Fora de pauta
"Em geral, o brasileiro coloca em discussão o que não estava na pauta, sobrepujando o que foi discutido", afirma Vicente Ferreira, professor do Coppead-UFRJ (instituto de pós-graduação em administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro).
A falta de planejamento nas reuniões pode ser um reflexo da ausência de uma estratégia nas empresas, aponta Fanny Schwarz, executiva da Symnetics, consultoria em estratégia.
Segundo Schwarz, é comum a ausência de definições sobre o papel de cada um na reunião e de sua importância para a execução da estratégia da empresa.
Isso leva a usar o tempo do encontro para falar sobre o passado e as razões pelas quais metas foram ou não atingidas. "E não sobre o futuro, o que é preciso ser feito para a execução da estratégia", completa.
Tecnologia
Marcelo Necho, vice-presidente da Zatix, empresa de rastreamento de veículos, conta que as reuniões ganharam importância conforme sua empresa crescia. "No começo, tinha tudo ao alcance das mãos. Agora passo metade da minha semana em reuniões", conta.
Mas, para fazer o tempo valer de fato, o executivo teve de tomar medidas como desativar a opção de enviar e-mails para mais de dois destinatários.
A medida, explica, deu resultados. A cultura da mensagem com cópia para dezenas de colaboradores foi substituída por reuniões bem planejadas. Nelas, os participantes são informados com antecedência sobre o que vai ser tratado e saem com objetivos concretos a serem resolvidos.
"Reuniões são imprescindíveis. Saber o tema e o que se quer decidir aumenta a proatividade", define Patrícia Epperlein, sócia-diretora da Mariaca, especializada em gestão.
"Há empresas que vivem às custas de reunião e outras que buscam aboli-la ao máximo", conta Flávio Mantovani, diretor da consultoria Robert Half.
Para ele, a presença de um líder que faça o planejamento da pauta ser cumprido é um dos fatores determinantes para a eficiência dos encontros.
Pilotos da Fórmula 1 desejam pronta recuperação de Felipe Massa em DVD
Rob Smedley, engenheiro do piloto, entregará presente ao brasileiro
Os pilotos da Fórmula 1 gravaram mensagens desejando a pronta recuperação de Felipe Massa após o forte acidente de sábado em Hungaroring. O brasileiro está dando respostas leves, porém significativas aos médicos. A tomografia a que foi submetido apontou que os edemas diminuíram. O piloto continua sedado e, de tempos em tempos, é submetido a exames radiológicos e clínicos.
A TV italiana Sky foi a responsável por gravar o DVD, que será levado ao Hospital Militar de Budapeste por Rob Smedley, engenheiro do piloto na Ferrari. O vídeo será assistido por Felipe Massa assim que os médicos o liberarem do coma induzido, situação em que o brasileiro deve continuar nas próximas 48 horas.
Os pilotos da Fórmula 1 gravaram mensagens desejando a pronta recuperação de Felipe Massa após o forte acidente de sábado em Hungaroring. O brasileiro está dando respostas leves, porém significativas aos médicos. A tomografia a que foi submetido apontou que os edemas diminuíram. O piloto continua sedado e, de tempos em tempos, é submetido a exames radiológicos e clínicos.
A TV italiana Sky foi a responsável por gravar o DVD, que será levado ao Hospital Militar de Budapeste por Rob Smedley, engenheiro do piloto na Ferrari. O vídeo será assistido por Felipe Massa assim que os médicos o liberarem do coma induzido, situação em que o brasileiro deve continuar nas próximas 48 horas.
Com uma barreira muito forte pela frente, impressão é de realização a caminho
Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira24/07/09 - 20h31InfoMoney
SÃO PAULO - Parece que a bolsa reencontrou de vez o rumo dos ganhos. São duas semanas seguidas de forte desempenho. Agora, uma pausa? Como a próxima começa lá em cima, é inevitável pensar em realização. E de fato as opiniões contornam bastante essa possibilidade."Acho que nós temos uma barreira muito forte em torno dos 55 mil pontos e acredito que ela vai persistir por algum tempo ainda", pontua Ronaldo Ramos, da Corval Corretora. Nos 54.457 pontos, o Ibovespa está muito próximo destes 55 mil. Ao mesmo tempo em que parece um pouco distante de superá-los.Seja 55, seja 54,5"O 54.500 é uma resistência muito forte", vai um pouco mais para baixo Camila Sampaio, analista da Focus Finance. Sejam 55.000 ou 54.500 pontos, a palavra que acompanha é a mesma: realização. Por outro lado, sempre há alguma chance de ignorá-la.Caso rompa essa resistência, "aí a gente passa a ver 58 mil pontos", pondera Camila. Por outro lado, Ramos sugere menor probabilidade disto acontecer, "a não ser que aconteça algum fato novo muito hospitaleiro".Fato novoO fato novo pode ser algo não tão novo assim. A temporada de resultados já começou, mas toma proporções bem maiores nos próximos dias. Lembrando que entre uns e outros, tem Vale na quinta-feira (30). Em relação aos números, as perspectivas escapam um pouco do otimismo. "Em princípio vai manter os mesmos padrões do primeiro trimestre", acredita o estrategista da Corval. Mas "queira ou não, ainda estamos muito atrelados a Nova York". E "principalmente quando o mercado cai".Reagiu bemOs resultados mexem de um lado, a agenda de outro. Por aqui, a grande atração é a ata do Copom, também na quinta. "A bolsa reagiu muito bem ao corte. Com isso, as pessoas têm achado [a bolsa] cada vez mais interessante. O capital estrangeiro tem voltado...", revela Camila.Mas também é bom lembrar que o próprio comunicado da reunião já sinalizou um fim para o ciclo de afrouxo monetário, o que diminui um pouco a expectativa para o documento. Lá fora, atenção para os dados do PIB dos EUA, na sexta-feira.TranquiloNa balança, aparecem eventos importantes e uma barreira. Isso para os próximos dias. Olhando um pouco mais longe, Camila Sampaio demonstra tranquilidade: "pessoas que tiveram esse lucro vão realizar. Mas depois vão entrar novamente para subir essa bolsa".Ronaldo Ramos parece concordar, "acho que a situação no mercado brasileiro não está tão ruim. Devemos ter um fim de ano mais tranquilo".
SÃO PAULO - Parece que a bolsa reencontrou de vez o rumo dos ganhos. São duas semanas seguidas de forte desempenho. Agora, uma pausa? Como a próxima começa lá em cima, é inevitável pensar em realização. E de fato as opiniões contornam bastante essa possibilidade."Acho que nós temos uma barreira muito forte em torno dos 55 mil pontos e acredito que ela vai persistir por algum tempo ainda", pontua Ronaldo Ramos, da Corval Corretora. Nos 54.457 pontos, o Ibovespa está muito próximo destes 55 mil. Ao mesmo tempo em que parece um pouco distante de superá-los.Seja 55, seja 54,5"O 54.500 é uma resistência muito forte", vai um pouco mais para baixo Camila Sampaio, analista da Focus Finance. Sejam 55.000 ou 54.500 pontos, a palavra que acompanha é a mesma: realização. Por outro lado, sempre há alguma chance de ignorá-la.Caso rompa essa resistência, "aí a gente passa a ver 58 mil pontos", pondera Camila. Por outro lado, Ramos sugere menor probabilidade disto acontecer, "a não ser que aconteça algum fato novo muito hospitaleiro".Fato novoO fato novo pode ser algo não tão novo assim. A temporada de resultados já começou, mas toma proporções bem maiores nos próximos dias. Lembrando que entre uns e outros, tem Vale na quinta-feira (30). Em relação aos números, as perspectivas escapam um pouco do otimismo. "Em princípio vai manter os mesmos padrões do primeiro trimestre", acredita o estrategista da Corval. Mas "queira ou não, ainda estamos muito atrelados a Nova York". E "principalmente quando o mercado cai".Reagiu bemOs resultados mexem de um lado, a agenda de outro. Por aqui, a grande atração é a ata do Copom, também na quinta. "A bolsa reagiu muito bem ao corte. Com isso, as pessoas têm achado [a bolsa] cada vez mais interessante. O capital estrangeiro tem voltado...", revela Camila.Mas também é bom lembrar que o próprio comunicado da reunião já sinalizou um fim para o ciclo de afrouxo monetário, o que diminui um pouco a expectativa para o documento. Lá fora, atenção para os dados do PIB dos EUA, na sexta-feira.TranquiloNa balança, aparecem eventos importantes e uma barreira. Isso para os próximos dias. Olhando um pouco mais longe, Camila Sampaio demonstra tranquilidade: "pessoas que tiveram esse lucro vão realizar. Mas depois vão entrar novamente para subir essa bolsa".Ronaldo Ramos parece concordar, "acho que a situação no mercado brasileiro não está tão ruim. Devemos ter um fim de ano mais tranquilo".
domingo, 19 de julho de 2009
Vale fecha preço de referência para 2009 com siderúrgica turca Eregli
Equipe InfoMoney17/07/09 - 19h35InfoMoney
SÃO PAULO - A Vale (VALE3, VALE5) concluiu a negociação de reajuste do preço de referência do minério de ferro e pelotas com a siderúrgica turca Eregli Demir Celik.Com isso, o preço de referência do minério de ferro fino e do granulado foram reduzidos em, respectivamente, 28,2% e 44,47% com relação ao acertado no ano de 2008. Já o preço das pelotas diminuiu 48,3%.Novos preços de referência, em tonelada métrica seca:
US$ 0,951 por unidade de ferro para o minério de ferro fino do Sistema Sul e Sudeste (SSF);
US$ 1,0095 para o fino de Carajás (SFCJ);
US$ 1,0962 para o granulado do Sistema Sul;
US$ 1,1685 por unidade de ferro para pelotas de alto forno do Sistema Norte.
SÃO PAULO - A Vale (VALE3, VALE5) concluiu a negociação de reajuste do preço de referência do minério de ferro e pelotas com a siderúrgica turca Eregli Demir Celik.Com isso, o preço de referência do minério de ferro fino e do granulado foram reduzidos em, respectivamente, 28,2% e 44,47% com relação ao acertado no ano de 2008. Já o preço das pelotas diminuiu 48,3%.Novos preços de referência, em tonelada métrica seca:
US$ 0,951 por unidade de ferro para o minério de ferro fino do Sistema Sul e Sudeste (SSF);
US$ 1,0095 para o fino de Carajás (SFCJ);
US$ 1,0962 para o granulado do Sistema Sul;
US$ 1,1685 por unidade de ferro para pelotas de alto forno do Sistema Norte.
NÃO TIVE TEMPO
Jorge Forbes Artigo publicado na revista WELCOME Congonhas, julho de 2007 - ano 1 - número 4
Não tive tempo: de te ver, de te responder, de concluir a apresentação, de entregar o artigo, de cumprir o prazo, de viajar, de ir ao banco, de consertar a luz. Não tive tempo nem de te explicar que não teria tempo, pois, quando vi, já era, já tinha passado o tempo. Não tive tempo, me explicaram: estou estressado. Começa assim, a gente se esquece dos amigos, deleta alguns (isso até que é sadio), fica sem dormir, tem um pouco de azia, agride de repente, ri de repente, quando viu, já foi. Depois piora: vem a úlcera, a angina, o esquecimento repetido. E tudo se conclui na paralisia generalizada, dos órgãos e da vida. Deram até nome de doença para isso: “burnout”. Engraçado, outro dia uma jornalista de um grande diário ligou para me entrevistar sobre a Síndrome de Burnault (pronuncia-se Burnô), famoso psiquiatra francês. Estava em dia de humildade e disse não o conhecer – para pasmo da moça, que sabia da minha formação na França, mas prometia pesquisar. Um pouco decepcionada, ela me conferiu 30 minutos. Sempre o tempo. “Googlei” e nada. Falei com colegas e nada. Esgotado o prazo, um pouco envergonhado, liguei para ela e confessei minha ignorância. Foi aí então que ela, consternada por meu estado, resolveu dar mais elementos, que me fizeram reconhecer que o grande psiquiatra francês, doutor Burnault, inventor da síndrome com o seu nome, não passava do fenômeno descrito, pelos americanos, como “burnout”. Convenhamos que, se for para inventar nome que nos acalme pela falta de tempo, até que é mais criativo o “Burnault” que o “burnout”. Não tive tempo é o que dizemos quando temos que optar. A grande oferta atual nos obriga à opção, a escolhas incessantes, uma vez que uma das principais características do laço social na globalização é a falta de um modelo único com capacidade de hierarquizar as oportunidades. Estresse, nesse contexto, nada mais é que covardia da escolha, pois não há escolha sem risco. Melhor colocado assim, na responsabilidade da pessoa. Estresse deve ser tratado com escolha, ponto. É muito perigoso pensar que não se precisa escolher, que se pode fazer tudo ou ficar com tudo; aí, é infarto na certa. Dizer que a pessoa está estressada porque tem muita coisa para resolver, ou escolher, é semelhante a afirmar que alguém está gordo porque só almoça em restaurante de bufê e come todos os pratos por diplomacia. Não ficaria bem comer só a picanha de boi, desprezando a pobre galinha e não dando bola para o porquinho à pururuca.Não tive tempo é o que diz o presunçoso conferencista: “Senhores e senhoras, desculpem-me, mas não tive tempo para lhes falar mais...”. Claro, do contrário, teria revelado todos os segredos da humanidade. Sejamos honestos e, se for para pedir desculpas, que seja mais ou menos assim: “Senhoras e senhores, desculpem-me, mas não tive tempo para ser mais breve”.
Não tive tempo: de te ver, de te responder, de concluir a apresentação, de entregar o artigo, de cumprir o prazo, de viajar, de ir ao banco, de consertar a luz. Não tive tempo nem de te explicar que não teria tempo, pois, quando vi, já era, já tinha passado o tempo. Não tive tempo, me explicaram: estou estressado. Começa assim, a gente se esquece dos amigos, deleta alguns (isso até que é sadio), fica sem dormir, tem um pouco de azia, agride de repente, ri de repente, quando viu, já foi. Depois piora: vem a úlcera, a angina, o esquecimento repetido. E tudo se conclui na paralisia generalizada, dos órgãos e da vida. Deram até nome de doença para isso: “burnout”. Engraçado, outro dia uma jornalista de um grande diário ligou para me entrevistar sobre a Síndrome de Burnault (pronuncia-se Burnô), famoso psiquiatra francês. Estava em dia de humildade e disse não o conhecer – para pasmo da moça, que sabia da minha formação na França, mas prometia pesquisar. Um pouco decepcionada, ela me conferiu 30 minutos. Sempre o tempo. “Googlei” e nada. Falei com colegas e nada. Esgotado o prazo, um pouco envergonhado, liguei para ela e confessei minha ignorância. Foi aí então que ela, consternada por meu estado, resolveu dar mais elementos, que me fizeram reconhecer que o grande psiquiatra francês, doutor Burnault, inventor da síndrome com o seu nome, não passava do fenômeno descrito, pelos americanos, como “burnout”. Convenhamos que, se for para inventar nome que nos acalme pela falta de tempo, até que é mais criativo o “Burnault” que o “burnout”. Não tive tempo é o que dizemos quando temos que optar. A grande oferta atual nos obriga à opção, a escolhas incessantes, uma vez que uma das principais características do laço social na globalização é a falta de um modelo único com capacidade de hierarquizar as oportunidades. Estresse, nesse contexto, nada mais é que covardia da escolha, pois não há escolha sem risco. Melhor colocado assim, na responsabilidade da pessoa. Estresse deve ser tratado com escolha, ponto. É muito perigoso pensar que não se precisa escolher, que se pode fazer tudo ou ficar com tudo; aí, é infarto na certa. Dizer que a pessoa está estressada porque tem muita coisa para resolver, ou escolher, é semelhante a afirmar que alguém está gordo porque só almoça em restaurante de bufê e come todos os pratos por diplomacia. Não ficaria bem comer só a picanha de boi, desprezando a pobre galinha e não dando bola para o porquinho à pururuca.Não tive tempo é o que diz o presunçoso conferencista: “Senhores e senhoras, desculpem-me, mas não tive tempo para lhes falar mais...”. Claro, do contrário, teria revelado todos os segredos da humanidade. Sejamos honestos e, se for para pedir desculpas, que seja mais ou menos assim: “Senhoras e senhores, desculpem-me, mas não tive tempo para ser mais breve”.
AMIZADE PRODUTIVA
Aliança que nasce do trabalho
Empresas buscam incentivar a cordialidade, mas temem exageros
Marcelo Justo/Folha Imagem
Noemie Boutet e Flávio Piccolin, que casaram após se conhecerem em uma empresa DANILO VILELA BANDEIRACOLABORAÇÃO PARA A FOLHA Gestores e funcionários começam a se convencer de que é mais produtivo para as empresas estimular a amizade entre funcionários do que incentivar a competitividade.Essencial para gerar um ambiente mais agradável de trabalho, o bom relacionamento também é percebido entre grupos com forte engajamento.Um levantamento recente realizado pela Hewitt Associados mostra que, entre 217 grandes empresas na América Latina, a satisfação com os colegas chega a 95% em equipes altamente engajadas.Especialistas, no entanto, afirmam que é preciso observar com atenção os limites entre o pessoal e o profissional."É algo que tem de ser encarado com bom senso", recomenda Luis Bueno, gerente de recursos humanos do McDonald's. "Mas bom senso é coisa escassa", argumenta.A rede de restaurantes diz ter iniciativas para incentivar a amizade. Entre as ferramentas, há um tipo de Orkut interno para aproximar funcionários.No McDonald's e em outras empresas, o namoro entre colegas é permitido, sob a recomendação de alocá-los em setores diferentes, a fim de evitar insinuações de favorecimento.O motivo é que a cumplicidade excessiva entre duas ou mais pessoas pode criar transtornos. Um dos exemplos é quando a intimidade entre colegas cria espaço para excluir membros da equipe ou encobrir erros, pondera a psicóloga organizacional Cristina Limongi, professora da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo).Entre casais, o problema é maior quando há relação de subordinação. Nessas situações, há empresas que chegam a exigir pedidos de autorização para o primeiro encontro.Roberto Britto, gerente de recrutamento da consultoria Robert Half, considera a prática exagerada e diz que a honestidade é mais eficaz. "O melhor é sempre comunicar o relacionamento aos superiores."
AtritosAlém de cordialidade e casamento, em um ambiente de trabalho não é raro surgirem divergências inconciliáveis.Nesses casos, dizem especialistas, é responsabilidade do gestor identificar o foco do problema e, se o diálogo não resolver, transferir os funcionários.Consultores ressaltam a importância da harmonia, mas reconhecem que ela não é pré-requisito para bom rendimento.Um exemplo são empresas que investem no conflito para aumentar a produtividade, como se dá no setor de vendas, aponta Limongi. "O gestor elogia um, não elogia outro e cria um ambiente que favorece o conflito. Mas, a longo prazo, a prática prejudica a empresa."
Empresas buscam incentivar a cordialidade, mas temem exageros
Marcelo Justo/Folha Imagem
Noemie Boutet e Flávio Piccolin, que casaram após se conhecerem em uma empresa DANILO VILELA BANDEIRACOLABORAÇÃO PARA A FOLHA Gestores e funcionários começam a se convencer de que é mais produtivo para as empresas estimular a amizade entre funcionários do que incentivar a competitividade.Essencial para gerar um ambiente mais agradável de trabalho, o bom relacionamento também é percebido entre grupos com forte engajamento.Um levantamento recente realizado pela Hewitt Associados mostra que, entre 217 grandes empresas na América Latina, a satisfação com os colegas chega a 95% em equipes altamente engajadas.Especialistas, no entanto, afirmam que é preciso observar com atenção os limites entre o pessoal e o profissional."É algo que tem de ser encarado com bom senso", recomenda Luis Bueno, gerente de recursos humanos do McDonald's. "Mas bom senso é coisa escassa", argumenta.A rede de restaurantes diz ter iniciativas para incentivar a amizade. Entre as ferramentas, há um tipo de Orkut interno para aproximar funcionários.No McDonald's e em outras empresas, o namoro entre colegas é permitido, sob a recomendação de alocá-los em setores diferentes, a fim de evitar insinuações de favorecimento.O motivo é que a cumplicidade excessiva entre duas ou mais pessoas pode criar transtornos. Um dos exemplos é quando a intimidade entre colegas cria espaço para excluir membros da equipe ou encobrir erros, pondera a psicóloga organizacional Cristina Limongi, professora da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo).Entre casais, o problema é maior quando há relação de subordinação. Nessas situações, há empresas que chegam a exigir pedidos de autorização para o primeiro encontro.Roberto Britto, gerente de recrutamento da consultoria Robert Half, considera a prática exagerada e diz que a honestidade é mais eficaz. "O melhor é sempre comunicar o relacionamento aos superiores."
AtritosAlém de cordialidade e casamento, em um ambiente de trabalho não é raro surgirem divergências inconciliáveis.Nesses casos, dizem especialistas, é responsabilidade do gestor identificar o foco do problema e, se o diálogo não resolver, transferir os funcionários.Consultores ressaltam a importância da harmonia, mas reconhecem que ela não é pré-requisito para bom rendimento.Um exemplo são empresas que investem no conflito para aumentar a produtividade, como se dá no setor de vendas, aponta Limongi. "O gestor elogia um, não elogia outro e cria um ambiente que favorece o conflito. Mas, a longo prazo, a prática prejudica a empresa."
domingo, 12 de julho de 2009
Amigo tecnológico
Você já notou como é comum ver alguém desacompanhado grudado no celular ou no notebook? A tecnologia e os ambientes com internet sem fio deixam as pessoas mais confortáveis para frequentarem sozinhas cafés, bares e restaurantes.
Em uma mesma cafeteria, no centro da cidade, quatro clientes, sentados sozinhos manuseiam seus computadores portáteis. É intervalo de almoço e o local está movimentado. Um homem vê páginas de notícias, enquanto uma mulher acessa um site de relacionamentos. Em outro canto, uma segunda mulher não se contenta somente com o notebook e também fala ao celular. O homem levanta para ir ao banheiro e leva junto seu computador. Em meia hora, os quatro ficaram sozinhos, ou melhor, com seus companheiros tecnológicos.
Essas cenas são cada vez mais comuns nos locais públicos das grandes cidades. A portabilidade dos equipamentos de tecnologia e a maior oferta de estabelecimentos com sistema wireless (rede de internet sem fio) está animando um número maior de pessoas a chegarem e permanecerem sozinhas em cafés, bares e restaurantes.
João Luiz Carvalho costuma ir ao Fran’s Café com seu laptop
Faz parte do cotidiano do médico Marco Aurélio Korbela, 45 anos, trabalhar com seu computador em um café
O médico Marco Aurélio Korbela, 45 anos, não sai de casa sem seu computador portátil. Nos intervalos entre consultas, ou entre o trabalho e a academia de ginástica, gosta de passar pelo café Quintana, no Batel, próximo a casa dele. Senta em uma mesa sozinho, pede café e alguma coisa para comer e abre seu aparelho. Atualiza e-mails, analisa exames de pacientes e dá uma olhada em sites. “Uso para trabalho, para organizar a minha vida. É bom poder fazer isso em um ambiente gostoso, como um café”, diz. Ele não se considera uma pessoa tímida, mas confessa que o computador é seu parceiro, não para fazer amizades virtuais, mas como instrumento de trabalho. “Sou um gadgetmaníaco, sempre gostei de tecnologia”, diz. Gadget é uma gíria para equipamentos tecnológicos como MP3, smartphones e computadores compactos.
Na praça de alimentação de um shopping, a editora musical Priscila Pereira, 23 anos, usa um pequeno notebook e diz que tem o costume de abri-lo em locais com muita gente. “Todo dia, no almoço e no intervalo das aulas do mestrado”, diz. Ela afirma que não se sente mal quando está sozinha em ambientes públicos, mas como sempre está com notebook, nota como outras pessoas acabam usando os computadores portáteis, ou telefone celular, como uma espécie de ‘escudo’ contra a presença dos outros.
Timidez?
Em parte, essa atitude automática – de chegar a um local público e logo se conectar a algum equipamento – pode ser explicado pela timidez, diz a psicóloga Luciana Bachtold. São pessoas mais introvertidas que até querem se socializar, mas que sentem um certo constrangimento ao ficarem sozinhas em ambientes públicos. “Por outro lado, esse comportamento é bem comum do mundo moderno, no qual muitos colocam a tecnologia em primeiro lugar. As pessoas se acomodam nesse mundo virtual e se afastam, cada vez mais, do contato real”, diz. Em muitos casos, o computador portátil pode servir como uma barreira para o contato. “A pessoa poderia estar olhando para o lado, estar aberto para novas amizades, mas se fecha na tela do computador”, afirma a psicóloga.
Para ela, é preciso que o usuário imponha limites no uso desses acessórios. “As pessoas se acostumaram a conversar somente pelo computador. Mas o contato real, o olho no olho, é mais importante emocionalmente. Por isso, é bom tentar fazer com que a internet seja facilitadora, mas não substitua o contato real, que proporciona a troca”, diz.
Facilidade
Se há 15 anos um computador chamado de portátil pesava quatro quilos, hoje são comuns os de 800 gramas, que cabem facilmente em qualquer bolsa ou pasta.
Cada vez mais compactos e fáceis de manusear, computadores portáteis e telefones móveis inteligentes (smartphones) permitem um contato com o mundo a partir do lugar que se escolha estar. “São úteis também como instrumentos de lazer. Dá para chegar em um café, ler o jornal pela internet e consultar o horário do cinema”, diz Aldolino Cordeiro Bastos, vice-coordenador do curso de bacharelado em Sistemas de Informação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
A portabilidade é cada vez mais surpreendente. Já em início de comercialização, o pen computer é um computador em tamanho e forma de caneta, que projeta, em dois planos retos – como uma mesa e uma parede – , o teclado e a tela do computador. “O trabalho do projetista está nisso, em fazer com que o computador otimize a atividade do usuário, seja para trabalho ou lazer”, diz o coordenador do curso de Sistemas de Informação da UTFPR, Gustavo Alberto Lugo. Mas até mesmo quem vive a realidade dos avanços da tecnologia diz que a relação muito intensa com o computador pode ser perigosa. “É uma falsa impressão de que a solidão diminui com a internet. Não se criam laços reais, mesmo com equipamentos de imagem e voz. Não substitui o trato, pois a pessoa em frente de outra real se torna mais responsável, responde de forma direta a seus atos”, diz Lugo.
Roteiro wireless
Veja alguns locais para se tomar um café acompanhado do computador:
Boulevard 2 de Julho Café - Av. João Gualberto, 1.417, Alto da Glória, fone (41) 3039-1008. De segunda a sexta, das 9 às 19 horas. Sábado, das 10 às 17 horas.
Boddega Café -Rua Augusto Stresser, 80, fone (41) 3014-6287. De segunda a sexta, das 9 às 19h30 horas. Sábado, das 9 às 18 horas.
Café Babette - R. Prudente de Moraes, 1.101, Centro, fone (41) 3205-0955. De segunda a sexta, das 8 às 23 horas. Sábado, das 8 às 16 horas.
Café do Ponto - Rua Ébano Pereira, 97, Centro, fone (41) 3022-5261. De segunda a sexta, das 8 às 20 horas. No sábado, das 8 às 19 horas.
Café do Top - Av. Cândido de Abreu, 127 (Shopping Mueller), Centro Cívico, fone (41) 3224-3659. De segunda a sábado, das 10 às 22 horas. Domingos e feriados, das 11 às 22 horas.
Cafezau - Rua Augusto Stresser, 318, Alto da Glória, fone (41) 3018-1088. Segunda, das 14h às 23 horas. De terça a sábado, das 11 às 23horas e domingo, das 14 às 20horas.
Fran’s Café - R. Gonçalves Dias, 151, Batel, fone (41) 3042-2301, Praça Espanha (Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.262) e na unidade da Fnac (ParkShopping Barigui). As duas unidades do Batel atendem todos os dias, 24 horas. A da Fnac funciona no horário do shopping: de segunda a sexta-feira das 11 às 23 horas, sábados das 10 às 22 horas e domingos das 14 às 20 horas.
Hacienda Café - Al. Prudente de Morais, 1.283, Batel, fone (41) 3018-9525. De segunda à sexta, das 10 às 22 horas.Hoo Café: Al. Augusto Steffeld, 1.527, Bigorrilho, fone (41) 3024-1220. Diariamente, das 11 horas à meia-noite. Kauf Cafeteria: Av. Sete de Setembro, 2.775 (Shopping Estação), fone (41) 2101-8252. De segunda a quinta, das 10 às 22h30. Sexta e sábado das 10 às 23 horas. Domingo das 11 às 22 horas.
Lucca Cafés Especiais - Rua Ébano Pereira, 19, Centro, fone (41) 3039-9330. De segunda a sexta, a partir das 8 horas. Sábado e domingo, a partir das 9h30.
Quintana Café & Restaurante - Av. Batel, 1.440, fone (41) 3078-6044. Segundas, terças e sábados, das 11 às 19 horas, quartas a sextas-feiras, das 11 às 23 horas e domingos das 12 às 15h30.
Em uma mesma cafeteria, no centro da cidade, quatro clientes, sentados sozinhos manuseiam seus computadores portáteis. É intervalo de almoço e o local está movimentado. Um homem vê páginas de notícias, enquanto uma mulher acessa um site de relacionamentos. Em outro canto, uma segunda mulher não se contenta somente com o notebook e também fala ao celular. O homem levanta para ir ao banheiro e leva junto seu computador. Em meia hora, os quatro ficaram sozinhos, ou melhor, com seus companheiros tecnológicos.
Essas cenas são cada vez mais comuns nos locais públicos das grandes cidades. A portabilidade dos equipamentos de tecnologia e a maior oferta de estabelecimentos com sistema wireless (rede de internet sem fio) está animando um número maior de pessoas a chegarem e permanecerem sozinhas em cafés, bares e restaurantes.
João Luiz Carvalho costuma ir ao Fran’s Café com seu laptop
Faz parte do cotidiano do médico Marco Aurélio Korbela, 45 anos, trabalhar com seu computador em um café
O médico Marco Aurélio Korbela, 45 anos, não sai de casa sem seu computador portátil. Nos intervalos entre consultas, ou entre o trabalho e a academia de ginástica, gosta de passar pelo café Quintana, no Batel, próximo a casa dele. Senta em uma mesa sozinho, pede café e alguma coisa para comer e abre seu aparelho. Atualiza e-mails, analisa exames de pacientes e dá uma olhada em sites. “Uso para trabalho, para organizar a minha vida. É bom poder fazer isso em um ambiente gostoso, como um café”, diz. Ele não se considera uma pessoa tímida, mas confessa que o computador é seu parceiro, não para fazer amizades virtuais, mas como instrumento de trabalho. “Sou um gadgetmaníaco, sempre gostei de tecnologia”, diz. Gadget é uma gíria para equipamentos tecnológicos como MP3, smartphones e computadores compactos.
Na praça de alimentação de um shopping, a editora musical Priscila Pereira, 23 anos, usa um pequeno notebook e diz que tem o costume de abri-lo em locais com muita gente. “Todo dia, no almoço e no intervalo das aulas do mestrado”, diz. Ela afirma que não se sente mal quando está sozinha em ambientes públicos, mas como sempre está com notebook, nota como outras pessoas acabam usando os computadores portáteis, ou telefone celular, como uma espécie de ‘escudo’ contra a presença dos outros.
Timidez?
Em parte, essa atitude automática – de chegar a um local público e logo se conectar a algum equipamento – pode ser explicado pela timidez, diz a psicóloga Luciana Bachtold. São pessoas mais introvertidas que até querem se socializar, mas que sentem um certo constrangimento ao ficarem sozinhas em ambientes públicos. “Por outro lado, esse comportamento é bem comum do mundo moderno, no qual muitos colocam a tecnologia em primeiro lugar. As pessoas se acomodam nesse mundo virtual e se afastam, cada vez mais, do contato real”, diz. Em muitos casos, o computador portátil pode servir como uma barreira para o contato. “A pessoa poderia estar olhando para o lado, estar aberto para novas amizades, mas se fecha na tela do computador”, afirma a psicóloga.
Para ela, é preciso que o usuário imponha limites no uso desses acessórios. “As pessoas se acostumaram a conversar somente pelo computador. Mas o contato real, o olho no olho, é mais importante emocionalmente. Por isso, é bom tentar fazer com que a internet seja facilitadora, mas não substitua o contato real, que proporciona a troca”, diz.
Facilidade
Se há 15 anos um computador chamado de portátil pesava quatro quilos, hoje são comuns os de 800 gramas, que cabem facilmente em qualquer bolsa ou pasta.
Cada vez mais compactos e fáceis de manusear, computadores portáteis e telefones móveis inteligentes (smartphones) permitem um contato com o mundo a partir do lugar que se escolha estar. “São úteis também como instrumentos de lazer. Dá para chegar em um café, ler o jornal pela internet e consultar o horário do cinema”, diz Aldolino Cordeiro Bastos, vice-coordenador do curso de bacharelado em Sistemas de Informação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
A portabilidade é cada vez mais surpreendente. Já em início de comercialização, o pen computer é um computador em tamanho e forma de caneta, que projeta, em dois planos retos – como uma mesa e uma parede – , o teclado e a tela do computador. “O trabalho do projetista está nisso, em fazer com que o computador otimize a atividade do usuário, seja para trabalho ou lazer”, diz o coordenador do curso de Sistemas de Informação da UTFPR, Gustavo Alberto Lugo. Mas até mesmo quem vive a realidade dos avanços da tecnologia diz que a relação muito intensa com o computador pode ser perigosa. “É uma falsa impressão de que a solidão diminui com a internet. Não se criam laços reais, mesmo com equipamentos de imagem e voz. Não substitui o trato, pois a pessoa em frente de outra real se torna mais responsável, responde de forma direta a seus atos”, diz Lugo.
Roteiro wireless
Veja alguns locais para se tomar um café acompanhado do computador:
Boulevard 2 de Julho Café - Av. João Gualberto, 1.417, Alto da Glória, fone (41) 3039-1008. De segunda a sexta, das 9 às 19 horas. Sábado, das 10 às 17 horas.
Boddega Café -Rua Augusto Stresser, 80, fone (41) 3014-6287. De segunda a sexta, das 9 às 19h30 horas. Sábado, das 9 às 18 horas.
Café Babette - R. Prudente de Moraes, 1.101, Centro, fone (41) 3205-0955. De segunda a sexta, das 8 às 23 horas. Sábado, das 8 às 16 horas.
Café do Ponto - Rua Ébano Pereira, 97, Centro, fone (41) 3022-5261. De segunda a sexta, das 8 às 20 horas. No sábado, das 8 às 19 horas.
Café do Top - Av. Cândido de Abreu, 127 (Shopping Mueller), Centro Cívico, fone (41) 3224-3659. De segunda a sábado, das 10 às 22 horas. Domingos e feriados, das 11 às 22 horas.
Cafezau - Rua Augusto Stresser, 318, Alto da Glória, fone (41) 3018-1088. Segunda, das 14h às 23 horas. De terça a sábado, das 11 às 23horas e domingo, das 14 às 20horas.
Fran’s Café - R. Gonçalves Dias, 151, Batel, fone (41) 3042-2301, Praça Espanha (Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.262) e na unidade da Fnac (ParkShopping Barigui). As duas unidades do Batel atendem todos os dias, 24 horas. A da Fnac funciona no horário do shopping: de segunda a sexta-feira das 11 às 23 horas, sábados das 10 às 22 horas e domingos das 14 às 20 horas.
Hacienda Café - Al. Prudente de Morais, 1.283, Batel, fone (41) 3018-9525. De segunda à sexta, das 10 às 22 horas.Hoo Café: Al. Augusto Steffeld, 1.527, Bigorrilho, fone (41) 3024-1220. Diariamente, das 11 horas à meia-noite. Kauf Cafeteria: Av. Sete de Setembro, 2.775 (Shopping Estação), fone (41) 2101-8252. De segunda a quinta, das 10 às 22h30. Sexta e sábado das 10 às 23 horas. Domingo das 11 às 22 horas.
Lucca Cafés Especiais - Rua Ébano Pereira, 19, Centro, fone (41) 3039-9330. De segunda a sexta, a partir das 8 horas. Sábado e domingo, a partir das 9h30.
Quintana Café & Restaurante - Av. Batel, 1.440, fone (41) 3078-6044. Segundas, terças e sábados, das 11 às 19 horas, quartas a sextas-feiras, das 11 às 23 horas e domingos das 12 às 15h30.
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